Pedras Nos Rins: Como Surgem E O Melhor Tratamento

Pedras Nos Rins

As pedras nos rins, também conhecidas como cálculos renais, são uma massa dura formada por cristais resultantes da não diluição de resíduos químicos como o cálcio e o fósforo. A falta de líquido na urina é a principal causa para esses compostos se acumularem nos rins e formarem pequenas pedrinhas, que vão crescendo até começar a incomodar.

Os tamanhos são variados, indo desde pequenos grãos de areia até a magnitude de uma bola de golfe – já pensou na dor? Quando são pequenininhas, elas podem acabar passando pelos canais urinários e sair de seu corpo sem você nem notar que elas existiram. Mas quando elas resolvem empacar no caminho, meu amigo, corra para o hospital, que a dor é certa!

Como Surgem as pedras nos rins

Cálculos renais têm como causas mais frequentes o volume insuficiente de urina causado por desidratação ou pouca ingesta diária de líquidos, distúrbios metabólicos que resultam em excesso de excreção urinária de cálcio, fosfato, oxalatos e cistina, além da pouca excreção urinária de citrato, distúrbios metabólicos do ácido úrico e da glândula paratireóide e, por fim, obstrução das vias urinárias.

Cálculos biliares são formados por problemas de solubilidade do colesterol e das bilirrubinas (constituintes normais da bile) de causa pouco conhecida. Porém, alguns fatores de risco que levam à formação de cálculos biliares são conhecidos e incluem mulheres em idade fértil ou com mais de 40 anos, obesidade, dieta rica em gordura e pobre em fibras, terapia com estrógenos, predisposição familiar e antecedente pessoal de anemia hemolítica.

pedras nos rins

Os homens costumam ser mais afetados do que as mulheres, mas todos devem ficar de olho caso tenham um histórico familiar desse problema. A falta de ingestão de água também pode ser um dos motivos que gera as pedras, além, é claro, de uma dieta exagerada em açúcar, sódio e proteínas.

Normalmente, pessoas entre 20 e 60 anos são as mais afetadas por esse problema. Uma tomografia pode ser requisitada para confirmar a existência dos cálculos renais, mas o médico costuma desconfiar do problema já pela descrição dos sintomas pelo paciente.

Tipos

Existem quatro tipos de cálculos renais, sendo que um se diferencia do outro no que diz respeito à sua formação e principais características. Os tipos de pedras no rim existentes são:

Cálculos de cálcio

São os mais comuns. Ocorrem mais frequentemente em homens do que em mulheres e aparecem e aparecem no geral entre 20 e 30 anos. Tendem a reaparecer após tratamento. O cálcio pode combinar-se com outras substâncias, como o oxalato, o fosfato ou o carbonato para formar a pedra nos rins. Algumas doenças do intestino delgado, dietas ricas em vitamina D e distúrbios metabólicos aumentam o risco de formação dos cálculos de oxalato e cálcio.

Cálculos de cistina

Estes podem aparecer em pessoas que têm cistinúria, uma doença renal hereditária e que afeta tanto homens quanto mulheres.

Cálculos de estruvita

Encontrados principalmente em mulheres com infecção do trato urinário. Esses tipos de pedra nos rins podem crescer muito e bloquear o rim, o ureter ou a bexiga.

Cálculos de ácido úrico

Correspondem a 7{061dd90141ff1ed7d0d9cd4bcf96fe49a8c6d51a13db3fbd41d2f56d9e40128d} de todos os cálculos renais tratados. Formam-se principalmente em pacientes que têm ácido úrico elevado. São mais frequentes em homens do que em mulheres. Podem, ainda, ocorrer juntamente com dietas ricas em proteína, gota ou quimioterapia. Fatores genéticos também podem contribuir para o surgimento de pedras no rim deste tipo.

Outros tipos de pedra nos rins também podem ser formados, mas são muito raros.

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Tratamento para pedras nos rins

O tratamento para pedra nos rins pode ser feito com medicamentos ou cirurgia, dependendo do tamanho da pedra, da sua localização, da presença de sintomas e da intensidade da dor.

Na presença de náusea, vômitos, febre e dores intensas, a pessoa precisa ir ao serviço de urgência para tomar medicamentos pela veia.

Os remédios que são colocados diretamente na corrente sanguínea e absorvidos imediatamente. Assim, os sintomas melhoram de forma mais rápida, reduzindo a perda de líquidos e o incômodo da dor.

Nos casos de dores não muito intensas e sem a presença de outros sinais e sintomas, pode-se esperar que o cálculo seja expelido naturalmente.

Isso é feito com uso de analgésicos e anti-inflamatórios para tolerar a dor, medicamentos para dissolver a pedra e aumento da ingestão de água.

Prevenção

Alguns cuidados básicos podem evitar a formação de pedras nos rins. Entre eles:

Beba mais água

É preciso beber pelo menos 2 a 3 litros de água por dia. A principal causa de pedra nos rins é a desidratação, portanto, reidratar-se é o primeiro passo para evitar a formação de pedras nos rins.

Suco de laranja ou limão

Beber 1 copo de suco de laranja ou de limonada diariamente, pois essas frutas são ricas em ácido cítrico, que, quando consumidos, dão origem a um sal chamado citrato, que impede a formação de cristais e de pedras no organismo.

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Evitar proteínas em excesso

A ingestão exagerada de proteínas de carnes ou qualquer produto de origem animal, como a manteiga, por exemplo, aumenta a produção de ácido úrico, outro dos principais componentes das pedras no rins. Consumir 1 bife médio por dia no almoço e no jantar já é o suficiente para uma boa nutrição.

Diminuir o sal

O sódio, um dos principais componentes do sal, facilita a deposição de sais no organismo e, por isso, deve ser evitado. Além do sal comum usado para temperar os alimentos, produtos industrializados como temperos em cubos, molhos para salada, macarrão instantâneo e carnes processadas como bacon, presunto, linguiça e mortadela, também são ricos em sal e devem ser evitados.

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